Phishing nas Redes Sociais em 2025: Como Identificar e se Proteger
Você pode ignorar anúncios, DMs (mensagens diretas) aleatórias e rir de golpes óbvios, mas alguns ataques de phishing são tão sofisticados que passam despercebidos.
Em 2025, esse tipo de golpe não se limita a mensagens falsas. Ele envolve contas invadidas, golpes gerados por inteligência artificial (IA) e fraudes tão bem elaboradas que conseguem enganar até mesmo usuários experientes em tecnologia.
Este guia explica como esses golpes funcionam, os sinais de alerta para ficar atento e o que fazer se você cair em um deles.
- 1. O que é phishing nas redes sociais?
- 2. Como os golpistas escolhem seus alvos nas redes sociais
- 3. Sinais de alerta: como identificar um ataque de phishing nas redes sociais
- 4. Prevenção: dicas para proteger você e sua família
- 5. Exemplos reais de golpes de phishing nas redes sociais que você precisa conhecer
- 6. O que fazer se você cair em um golpe phishing
O que é phishing nas redes sociais?
Phishing em redes sociais acontece quando golpistas se passam por pessoas ou marcas confiáveis para enganar usuários e levá-los a clicar em links ou fornecer informações pessoais. O objetivo é fazer você entregar informações que não daria a um estranho: sua senha, dados do cartão, ou até o acesso à sua conta inteira.
A isca pode ser uma página de login falsa, uma mensagem que parece ser de um amigo ou uma oferta boa demais para ser verdade. O phishing não se resume apenas ao roubo de senhas. Depois que o golpista obtem seus dados, ele pode:
- Bloquear o seu acesso à sua própria conta e tentar se passar por você.
- Mandar DMs para seus amigos ou seguidores para puxá-los para a mesma armadilha.
- Usar informações roubadas para invadir suas outras contas (bancárias, sites de compras, e-mails de trabalho, etc.).
- Vasculhar sua vida pessoal em busca de dados que possam ser vendidos ou explorados posteriormente.
Como os golpistas escolhem seus alvos nas redes sociais
As pessoas confiam no que veem — e, infelizmente, golpistas exploram isso. Um logo conhecido, uma mensagem de um "amigo" ou um anúncio que parece confiável — todos eles criam aquele segundo de incerteza em que você pode clicar antes de pensar.
Confira as táticas mais usadas nesses golpes de phishing:
Páginas de login falsas/sites clonados

Golpistas criam cópias quase perfeitas das páginas de login de plataformas populares como Facebook e Instagram, justamente para fazer você digitar seus dados de acesso.
Geralmente, eles criam senso de urgência com um link de "alerta de segurança" ou aviso de "sua conta será suspensa". Ao clicar, você cai em um site muito parecido (clone), com as mesmas cores, logos e layout — mas cada tecla que você digita vai direto para o golpista.
O link parece quase o mesmo que o verdadeiro (tipo "facebook-login.com" em vez de "facebook.com"), e no momento em que você digita a senha, o golpista pega a "chave" da sua conta.
Para identificar esse golpe, sempre confira o link antes de digitar qualquer coisa. E nunca faça login por links recebidos por mensagens ou e-mails — vá direto ao site ou app oficial.
Contas falsas (fakes)

A verdade é que, nas redes sociais, qualquer um pode pegar a foto de perfil do seu amigo, criar uma conta nova e se passar por ele.
Os golpistas copiam tudo: fotos, legendas e até a bio. Depois, te mandam mensagem pedindo um "favor", um "pix urgente" ou envia um link "imperdível".
Também miram empresas, fingindo ser marcas, influenciadores ou até CEOs, e fazem o pedido soar legítimo. Como o perfil parece familiar, sua guarda baixa. Quando você percebe, já compartilhou dado que manteria em sigilo — ou mandou dinheiro direto para o golpista.
Links maliciosos na DM ou nos comentários

De repente, chega uma mensagem: 'Olha isso!' ou 'Acho que vi você nesse vídeo'. Você fica curioso, clica e pronto: cai em uma página desconhecida ou acaba instalando um vírus sem perceber.
Golpistas adoram plantar essas armadilhas em DMs ou em comentários públicos porque parecem pessoais e urgentes. Às vezes, quem envia é um amigo de verdade com a conta já invadida, então o link parece totalmente confiável.
Regra prática: se o link parece suspeito ou você não estava esperando, não clique. No computador, passe o mouse por cima do link para ver a URL real. No celular, pressione e segure para pré-visualizar (se a plataforma permitir) — ou simplesmente evite clicar.
Sorteios/promoções falsas ou mensagens "Você ganhou"

Quem nunca recebeu: "Parabéns! Você ganhou um iPhone 15! Clique aqui para resgatar!". Spoiler: você não ganhou, e esse link não leva a nada bom.
Esses golpes exploram o FOMO (medo de ficar de fora), pedindo "taxa de envio" ou dados pessoais para "confirmar" o prêmio. É aí que eles pegam seus dados pessoais ou cartão.
Esses golpes podem chegar via direct, marcações em posts ou até por meio de imagens que imitam comunicados oficiais, vindas de contas falsas. A promessa de ganhar algo de graça é tentadora, mas se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é apenas um golpe de phishing bem disfarçado.
Phishing via anúncios ou posts patrocinados

Sim, até anúncios pagos podem ser perigosos. Às vezes, os golpistas pagam por posts patrocinados que imitam ofertas verdadeiras, notícias ou promoções de grandes marcas. Eles chegam a operar lojas virtuais falsas, rodar anúncios de 'iPhone grátis' ou vender falsos antivírus.
Você clica e, em vez do produto ou serviço esperado, cai em uma página de phishing. Esses anúncios falsos são convincentes: usam logos reais, artes caprichadas e avaliações que soam verdadeiras.
Como anúncios pagos aparecem no seu feed como qualquer promoção real, é fácil esquecer de checar antes de clicar. Para sua segurança, o melhor é tratar cada link como desconhecido — verifique e pesquise a marca antes de clicar em anúncios.
Sinais de alerta: como identificar um ataque de phishing nas redes sociais
Golpistas vivem inventando jeitos de passar despercebidos. Mesmo assim, quase sempre deixam pistas. Se você sabe o que procurar, consegue ver os sinais antes de clicar, digitar ou compartilhar algo que vai se arrepender. Fique de olho nestas sinais de alerta de phishing:
- Linguagem urgente ou ameaçadora: Mensagens tipo "Sua conta será suspensa em 24 horas!" servem para te assustar e fazer agir no impulso. Na prática, não é assim.
- Links suspeitos: Se o URL é esquisito (ex.: links encurtados), tem caracteres a mais ou não bate com o site oficial (ex.: "facebok.com"), não clique.
- Ofertas boas demais para ser verdade: Brindes, viagens de luxo, iPhone por um preço MUITO abaixo do normal praticado por outras lojas ou um "grande prêmio" em dinheiro sem nenhuma condição? Provável isca para phishing.
- Erros de ortografia ou gramática: Empresas sérias revisam; golpistas, nem sempre.
- Pedido de dados sensíveis: Qualquer mensagem no direct pedindo senhas, códigos de verificação ou número de cartão é para ser ignorada na hora. E se for um "amigo" mandando link aleatório ou com pedido fora do comum, a conta dele pode ter sido invadida.
- Perfis que se passam por contatos ou marcas: Aquele "Netflix Support" te chamando de um perfil com 12 seguidores? Fake.
Prevenção: dicas para proteger você e sua família
Você já viu como o phishing funciona; agora, vamos fazer com que não funcione com você. Além do básico — não clicar em links suspeitos e manter seus dados de login em sigilo — dá para ir além com alguns passos simples:
- Revise suas configurações de privacidade com frequência: Limite quem pode ver seus posts, seu perfil e formas de contato. Evite deixar tudo como "público".
- Use um gerenciador de senhas: Um bom gerenciador traz vários benefícios. Ele cria (e guarda) senhas fortes e únicas, evitando que um vazamento puxe outro. E só preenche automaticamente nos sites verdadeiros, ajudando você a escapar de páginas de login falsas.
- Desconfie de mensagens "oficiais": Plataformas como Instagram e Facebook não pedem senha via mensagem no direct ou e-mail. Em caso de dúvida, acesse direto o app ou site — não confie no link.
Se você é pai, mãe ou responsável, o cuidado precisa ser redobrado. Adolescentes caem fácil em golpes disfarçados de pedido de amizade, "brinde grátis" ou concurso falso. Eles dominam a tecnologia, mas às vezes ignoram sinais de alerta. Um clique pode expor dados pessoais — ou pior, abrir acesso às contas da família.

É aí que o AirDroid Parental Control entra. Ele ajuda você (e seu filho) a ficar um passo à frente e não cair em golpes. Com o AirDroid Parental Control, você pode:
- Monitorar o uso de apps para notar atividades suspeitas nas redes.
- Bloquear sites suspeitos e links maliciosos.
- Receber alertas instantâneos sobre comportamento suspeito de apps.
- Acompanhar a localização e garantir segurança também fora da internet.
- Ver a tela do dispositivo em tempo real para orientar se surgir uma tentativa de phishing.
Exemplos reais de golpes de phishing nas redes sociais que você precisa conhecer

Nada disso é teoria. Já houve casos surpreendentes em que o phishing saiu de "incômodo digital" para "desastre que virou manchete".
Em julho de 2020, hackers fizeram uma das maiores ações em redes sociais da história. Usaram engenharia social para acessar ferramentas internas do Twitter e invadiram mais de 130 contas verificadas — incluindo contas de Barack Obama, Elon Musk, Bill Gates e Apple. Antes de descobrirem, saíram tweets prometendo dobrar bitcoins, e seguidores enviaram mais de US$ 110 mil em cripto. Foi tão ousado que o FBI e outras agências abriram investigação.
No LinkedIn, o phishing não dá trégua. Golpistas se passam por recrutadores, publicam vagas falsas e atraem candidatos para entregar credenciais ou dados pessoais. A plataforma teve que emitir vários alertas e derrubar milhões de contas fakes.
No Reino Unido, golpes de compras e sorteios pelo Facebook e Instagram são frequentes. Segundo o Lloyds Banking Group, 68% dos golpes em compra online começam nessas plataformas, custando mais de £27 milhões por ano aos consumidores (em 2023).
O que fazer se você cair em um golpe phishing
Mesmo se você clicou no link errado ou digitou sua senha onde não devia, calma. Acontece com todo mundo — o que importa é agir rápido. Faça isso agora para reduzir o estrago:
- Troque suas senhas imediatamente: Atualize a conta afetada e qualquer outra que use a mesma senha. Crie uma senha forte e única, misturando letras, números e caracteres especiais.
- Ative a autenticação em dois fatores (2FA): É uma camada extra de segurança que impede o invasor de voltar a ter acesso, mesmo com sua senha. A maioria das redes sociais permite usar e-mail, SMS ou códigos de app autenticador como segundo fator.
- Revise apps vinculados e permissões: Revogue o acesso de apps de terceiros vinculados à sua conta (principalmente aqueles que você não reconhece). No celular, confira nas configurações as permissões de aplicativos.
- Faça uma varredura contra malware: Se desconfiar que instalou algo vindo de site suspeito, execute uma verificação de segurança. Use recursos nativos do aparelho ou uma ferramenta anti-malware confiável.
- Denuncie a tentativa de phishing: Use as ferramentas da plataforma para reportar o perfil ou a mensagem do golpista. Eles removem o conteúdo com base no seu relato.
- Avise seus contatos: Avise seus amigos, caso o golpista comece a mandar mensagens se passando por você.
- Monitore suas contas bancárias: Se informou dados de pagamento, fique de olho em cobranças indevidas. Viu algo estranho? Avise seu banco imediatamente.
Conclusão
Rede social abre portas para amigos, oportunidades e comunidades — mas, se você não ficar atento, também pode abrir a porta para os golpistas. Quanto mais você entende como esses ataques funcionam, mais fácil é identificar as armadilhas e eliminar o problema antes que cause dano.
Com este guia, você agora sabe reconhecer links suspeito, interromper golpistas e se recuperar caso algo saia do controle.
E você não precisa fazer tudo sozinho. Ferramentas como o AirDroid Parental Control funcionam como uma rede de segurança: ajudam a identificar sinais de alerta, orientam uma navegação mais segura e monitoram as contas mais importante para você.



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